quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Em homenagem aos meus amigos Joyce e Alexandre, eu disse Joyce que o casamento um dia aconteceria!! VEJAM O GRANDE DIA









Era quarta-feira a noite. (O dia foi escolhido porque nenhuma enfermeira de qualquer “lar de velhinhos” quis trabalhar na sexta ou sábado a noite). O jardim estava todo iluminado. Havia bancos de madeira e logo na entrada da igreja dois postes iluminando o local.. (Na verdade eram pra ser tochas, mas com a grande quantidade de convidados usando cilindros de oxigênio, inclusive o noivo com insuficiência respiratória, foi necessário evitarmos uma grande explosão)
Na decoração foram usadas inúmeras flores de laranjeira (para disfarçar os cheiros desagradáveis durante a festa), no altar havia duas cadeiras, para que os noivos pudessem se sentar durante a tão esperada cerimônia.
Os convidados, mais esperados, foram chegando lentamente (literalmente). A Cecília em sua cadeira de rodas, empurrada por seu neto Wagner (Loiro, alto, braaaaanco,...), este muito parecido com o Nenen. Falando em Nenen, enquanto a Cecília tentava levantar seus braços para ajeitar seus cabelos (ainda vermelhos), ele batia boca com os churrasqueiros no salão de festas. Afirmava que não era chamado de Gaúcho à toa. Sua experiência com carnes e cerveja era indiscutível.. Cerveja, chopp, whiski, wodka, batidas... tanta coisa todos os convidados esperavam... mas não esperavam pelas proibições médica: remédios fortes e álcool não era a mistura mais apropriada aos “jovens” convidados. Inclusive era necessário apresentar a identidade para retirar qualquer uma dessas bebidas no bar. Quem se saiu bem nisso tudo foram os acompanhantes (na maioria família, que de forma alguma negavam a genética alcoólica).
Do local onde estou observo, novamente, Cecília. Sua saia está meio desajeitada e a fita que fecha sua fralda é da mesma cor de seu cabelo. (Cecília sempre a frente de seu tempo). Depois das constantes crises de riso e do problema de incontinência urinária, seus netos já não a deixava mais sair sem uma boa reserva de fraldas geriátricas.
Nossa,... Marcela e Miguel apareceram para acompanhar os pais. Eles agora eram geriatras de sucesso (a maior parte dos clientes já os conhecia desde criança) e montaram uma sociedade. Então... eles tinham visão de futuro.
Miguel, estava feliz por finalmente ver sua madrinha se casar e segurava o braço de seu pai que mal conseguia ficar em pé. Enquanto isso sua mãe, Nelma, era acompanhado pelo neto Genival (filho caçula de Miguel, o nome foi uma homenagem à terra que tanto visitou quando criança), que recebia constantes gritos da avó. “- Caminha Genival! Deixa de lerdeza. A gente é obrigada a ser testemunha das palhaçadas da Joyce. Desde a nossa juventude, tenho que suportar estes devaneios. Vadia, ela era vadia! Essa cara de santa que ela faz, é pra enganar gente boba. Só seu avô acredita...”
Miguel, ainda a caminho do banco junto ao pai, só olhava e dizia: “- Calma mãe.” Com certeza aquela paciência fora herdado do Fábio. Este sempre disse que jamais faltaria a tal evento, iria nem que fosse sozinho (eu só queria ver como!!). Não foi necessário ameaçar muito, Miguel se prontificou.... Todos sabiam que era ele, era inconfundível aquela camiseta preta com a foto da Betty Boop (homenagem a Joyce) de vestido longo, algumas flores, deitada sobre uma maca, tomando um remédio na veia (braço direito) e sem maquiagem. Era a própria Dercy Gonçalves em forma de desenho. Havia ainda uma frase nas costas dizendo “_Eu a conheci!!” (não sei se ele falava da Betty, da Joyce ou da própria Dercy).
Fabinho, Leandrinho (já não sabemos quem é quem)... Pelo que percebi o Fabinho é o da cadeira de rodas (acho que ele já é o próprio Oxalufã, em versão maior, bem maior). Como estão na mesma clínica foram acompanhados pela mesma enfermeira. Ela os ajuda com o cilindro de oxigênio, que bonito eles dividem o mesmo.
Leandrão e Amanda (acompanhados pelos netos altos, bem altos), Moema (diretamente da Europa, onde coordena uma pesquisa), Pelma (irritando ainda a Moema), Lorena, Diego, Ana Terra, Darlene, Dênis (de boa toda vida), Lafaiette e Lorena (tanto tempo e ainda discutem pelos mesmos motivos), Yordana (com cilindro duplo de oxigênio), Renata (super feliz), Nina (eu sabia que ela e a Joyce ainda se dariam bem) e outros tantos publicitários, historiadores, freqüentadores de bares gls, pais de santos, filhos de santo,...
Os transeuntes e moradores das chácaras próximas pensavam inicialmente que ou era um congresso de Enfermagem (onde levavam os pacientes que mais lhes dava trabalho) ou um novo terreiro de Umbanda e Candomblé (isso porque quem não estava de branco, se encontrava de preto ou vermelho).
Rampas foram colocadas para facilitar a locomoção dos convidados (a maioria estava de bengala, andadores, segurando os braços das enfermeiras ou parente mais próximo, as pernas também não levantavam o bastante para subir 10 cm se fosse necessário)

O Grande Momento

Joyce enquanto terminava de se arrumar, já gritava para seu “amigo”: “-Eu sabia que ele ia cumprir o prometido. Esperei por pouco tempo, mas se necessário fosse eu esperaria mais (pensei que talvez fosse interessante um casamento com múmias entre os convidado, e até quem sabe no altar)”. Oh minha gente, o que são 45 anos esperando o homem da sua vida. Ele que tanto me respeitou. Me manteve sempre pura.” Isso tudo ela falava sozinha. Bem que sozinha era pra gente que olhava, ela dizia que tinha um novo amigo que conversava com ela, a respeitava, não se irritava por ela andar nua pelo asilo e que não palpitava em suas decisões. Só ouvia...”
O ano era 2049. Tanto tempo havia se passado desde o encontro do nosso casal 20, tanta tecnologia. A maioria dos convidados já tinha no peito coração artificial e agora uma boa parte esperava o pulmão artificial..
Alexandre, o noivo, já não podia escapar. Não tinha mais argumentos, não tinha mais cursos doutorados ou pós doutorado para fazer. Não conseguia mais ler ou escrever direito devido os problemas na visão, não respirava como antes (estava na fila para colocar o Pulmão artificial acima citado) por isso sempre tinha ao lado um cilindro de oxigênio, quase não ficava em pé, e não podia nem mesmo. E ele sempre achando que teria 50 anos para sempre.
Mesmo depois das incontáveis indiretas da Joema e do “Véi Nego” (como agora era chamado), Alexandre sempre disse que queria oferecer o melhor a Joyce (é, agora oferecia a MELHOR idade). A casa foi finalmente construída, fizeram um puxadinho no fundo da casa do Bairro Feliz, os sobrinhos netos de Joyce não confiaram em deixá-la viver longe de seus domínios. E Alexandre aceitou sem argumentar (na verdade eu acredito que ele não tenha ouvido bem a proposta que lhe foi feita devido os problemas auditivos, mas deveria descobrir logo que não moraria na África como o planejado).
E começou a tocar a marcha nupcial (eu até me levantaria se conseguisse), Alexandre estava ofegante no altar (mas não acredito que era só emoção). Ele usava um calçolão e uma bata de richiliê, ao lado do seu cilindro de Oxigênio e só sorria (eu acho que era do decote da Cecília). Joyce entrou, com certa dificuldade. Os enfeites do andador combinavam com o do véu (que lindo!!) Era um vestido super branco, ousado para época. Aquele vestido fora feito 2006 e ninguém sabia. Isso só foi descoberto em 2021 quando o mesmo foi encontrado escondido em uma caixa no fundo falso do guarda-roupa. Junto ao vestido tinha um bilhete (datado) de seu amado, que pelos dizeres já sabia da aquisição.
O Celebrante deste grande evento foi o sobrinho neto mais velho de Joyce, Josemar Neto. Ele estava emocionado pela tia avó. Joyce era só sorriso, estes inconfundivelmente vermelhos e carnudos (este último adquirido pela aplicação de colágeno).
Com o fim da celebração fomos para o salão de festas. Nunca se viu tanta papinha servida em um único lugar, os idosos somente sorriam. Mas o momento mais esperado estava por vir,... Joyce até tentou jogar seu buquê, mas não conseguiu levantar os braços, então com auxílio de sua sobrinha ele foi jogado e por incrível que pareça quem pegou foi um molecote (ainda bem). Ninguém sabia o por que dele ter entrado na disputa (apesar que já não tinha tanta gente disputando), mas o garoto se aproximou de mim, Natália, e me entregou (o que eles achavam, eu precisava de uma prova daquele momento e havia pago bem o moleque). Eu estava ali, observando, me lembrando do passado (e põe passado nisso), tomando às escondidas minha cerveja e fumando meu charuto (eu juro que não é meu, eu fumo pro meu exu), sei que digo isso a quase 30 anos, para eu não teria porque mentir.
Ali tinha acabado de fechar um ciclo, todos já tinham a sensação de dever cumprido (a partir daquele momento podiam morrer em paz...). Exceto a Joyce pensava assim , porque o que ela mais esperava aconteceria dali a algumas horas, era finalmente sua lua de mel, entre quatro paredes onde só o amor seria testemunha.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Para que todos conheçam, àqueles que a pouco tempo conheço. Mas admiro muito


Uma familia diferente
Um brinde à diferença, à família, às famílias, às diferenças de cada um que juntos parecem mais a uma sopa com diferentes legumes e verduras. Tudo bem, que é uma sopa bem exótica vamos falar desde a entrada.ApresentaçãoRodrigo- gerente (quem é louco em falar alguma coisa do chefe)Lorrane – Se não é mineira, devia ser por que come quieto. É extrovertímida ( tímida com quem não conhece e com quem conhece é extrovertida. Se estivéssemos no carrossel ( seria a Laurinha “ é tudo sempre tão romântico”. É a nossa romântica da vez. PS: “Adora CANELA”.Meire,Rosi, Rosimeire – Ela é muito louca “véi”. Adora sacudir as mãozinhas é até engraçado. Tecle 1 – se você acha que ela será tia nos próximos meses. Tecle 2 - se você acha não acha. Tecle 3- se você não a conhece e não conhece a historia.Otacílio Henrique – Nosso pequeno “tchutchuco”, violinista, afrodescendente. Ah, é artista. O terror das meninas. Cercado por mulheres (quase que literalmente). Mas está sozinho ( alguma mulher se prontifica). Lembrando que passará pela analise de no mínimo 06 mulheres, fora a mãe e a irmã. Ah e acima de tudo a Rosimeire tem que aprovar. PS.: Ele também esconde um sentimento pela MEIRE. “A IMPACIENCIA” (ou não).Leandra SUCESSO – também conhecida por “CIDINHA”. Aguardamos ansiosamente o “ PANKADAO DA CIDINHA” e suas supresas. Deve ser informada rapidamente que não é so Deus que mata. Mas Wodka com energético, wiski com energético,wodka,wiski, energitico e suas 1.500 misturas, seguidas de uma noite sem dormir e muita musica ( sertaneja, axé, funk) também matam! Se é criado com danoninho e já fala papai e mamãe, pode ser o tomate da vez, da grande horta.PS.: Adora abraços, por que sofre. Adora frases estranhas com sentidos mais estranhos ainda. PS.: E sofre por ser cocolatra, mas não pela coca-cola, mas pela Inês que não sai do seu pe. A abra e a feche, a chame de gaveta.Inês ( Martinês para os íntimos) – tanta coisa para falar, e tão pouco que pode ser dito (principalmente porque é assessora direta do big boss). De Edeia para o mundo! A ultima grande festa da cidade, foi quando decidiu se mudar de vez para Goiania, vai saber porque! A nossa eterna miss-milho ( o Sr. Edson sugeriu mulher pamonha, mass....). Há duas lendas que percorrem por Edeia deste então, uns dizem que os jurados eram tios e primos da Inês outros que as demais concorrentes não tinham dentes. Mas na há nenhuma prova concreta, testemunha, ou dentista que comprovem tais fatos.Ah, ela aindaa será um objeto de estudos dos mais conceituados estudiosos, porque é a único ser que habita a terra que toma ( e o pior gosta) de pespsi quente. PS.: Ela pode habitar a Terra, o que não grante que seja daqui. Vou procurar no Google algum indicio de aparições de óvnis em Edeia ou arredores .Dona Shirley – Se fosse homem seria gay, de tanto que gosta de homem, na verdade homens. É mais homem que muito homem que conhecemos. Não mexe com ela não, ou ela desce dos tamancos e roda a baiana. Sua opinião é definitiva. Seu lema é se você não quer tem quem queira. PS.: Assessora direta da assessora do big boss. E você tem subir na vida, alias nas escadas para ter direito a café a tarde.Bruna - “Nunca, nunca misture capim com cravo” alerta o maior químico conhecido nos EUA, James estuda as reações adversas dessa estranha mistura. Até o momento não há muitas informações pois a única usuário conhecido é a Bruna e não se sabe até que ponto é seu estado “ NORMAL” é que quando se inicia a reação da estranha mistura. Drama sem motivo aparente, síndrome da boca inquieta ( fala sem parar e quando para é para comer), excesso de perguntas e aumento dos olhos, são apenas algumas conseqüências que se tem observado.Edson – Se tivesse um filho para cada sogro que ouve, teria que ter trabalhado quatro vezes mais que o normal. Adora fazer piada com a melanina alheia (O “borracha de rodo”, alias o Henrique que o diga).Mantenha o Whiske longe dele, se não vai encontra-lo pra la de MARRAKECH. Seu esporte favorito é o Orkut.PS.: Alguém sabe o nome e o telefone da esposa dele?Jalles - Saído de Minaçu vestido em sua camiseta/bata/blusa/estilosa (A Meire gosta do termo “CONTEPORANEA”), com seu tênis invocado, com um Rinco laranja 2 litros de baixo do braço, com o intuito de desbravar as construções em nosso país. É pra acabar com os pequis de Goiás, falando de pequi quem não se lembra da jaqueta amarelo pequi “riquíssimo” dele. Tem se observado que ele se apega facilmente aos lugares que presta serviço e aos funcionários desta, por isso teme a separação e tende a enrolar na conclusão das obras, por carência. Seu lema é: “Os transtornos passam os benefícios ficam”. Vai falar isso para a Dra. Ana Maria ( ela te bate com o guarda-chuva que sempre tem). PS.: A gente não tem nem havaiana pra andar com ele.Rodrigo – Patrimônio 001 da empresa. O cacique desta tribo muito louca e para garantir nosso salário, jamais falaríamos de suas piadas, da tentativa de derrubar o time alheio (pergunta para a Leandra e o Vila), da sua tentativa frustrada de fazer o outro se sentir com um pouco mais de idade ( A Ciça que o diga, na verdade ele quer ser avô com a mesma jovialidade). É um pouquinho de tudo, arquiteto, engenheiro, eletricista...PS.: Cuidado ao subir as escadas, sua mãe te ensinou que é um degrau de cada vez, e não se deve correr nas escadas.Natalia – Depois disso tudo, corre grande risco de perder o emprego. Sempre chegue com a definição do termo utilizado em sua pergunta ou a resposta recebida não será a esperada. Tentar usar todas as cores do mundo de uma única vez. Não sei por que, mais costuma ter um muito negro, ou melhor, afro-descendente (Dona Shirley, consegue arrancar sorrisos dela, lhe contando maldades, fazer o quê!). Tem o objetivo de acabar com a cachaça do mundo e está quase conseguindo). Tenta provar que consegue dormir o mínimo por varias noites seguidas ( não consegue mesmo!). Alguém devia lhe dizer pra entrar na aula de canto já que tenta tanto. PS.: Precisamos avisá-la que há outras raças no mundo alem dos negros (Ops! “Grandes Afro-descendentes”).

A Joyce e ao Alexandre, nosso eterno casal 20




Uma tragédia aconteceu esta noite em Goiânia. Joyce Luiz, mais conhecida por Maísa, matou 5 mulheres por tocarem indevidamente seu noivo Alexandre. Ao ser presa, tentando matar o acusado de traição, gritava para quem quisesse ou pudesse ouvir: “- Eu vou chuchar uma faca em seu coração, assim como você fez com o meu. Você agora está impuro. E nossas promessas?”Rapidamente ela foi levada a uma clínica e o especialista em mulheres neuróticas, o psiquiatra Varrhs Fhudderr após um diagnóstico do caso nos informou em primeira mão que a causa foi uma forte crise, causada por anemia ferropriva crônica (ausência de ferro no organismo). Disse o médico: “- Essas crises são muito comuns em pessoas portadoras desta anemia, principalmente se somadas a grande quantidade álcool no organismo.Após as recuperação da crise, conseguimos uma entrevista exclusiva com Maísa (como gosta de ser chamada). Veja a seguir sua declaração sobre o ocorrido:“- Elas eram todas umas vadias. Se aproveitaram do meu noivo que é um menino bom. Estamos juntos a quase 7 anos e noivos a 6. Ele sempre preservou a minha pureza e se manteve da mesma forma. Ele nem me beijava, mesmo quando estávamos sozinhos, para que não pensassem mal de mim.E ainda está criando uma ONG, com o meu apoio, que chamará “SALVE UM HOMEM MAMÃO E FAÇA O MUNDO MELHOR”. Ele também ajuda a jovens bonitos com problema de respiração, ensinando-os a respirar com o auxílio de sua boca. Quem mais faz isso gente!Ele é meu amado. Nós íamos nos casar. Eu só esperava ele construir nossa pequena casa que ele prometeu, fazer seus 3 mestrados, 2 doutorados e 4 pós doutorados. Logo depois nos casaríamos. Ele dizia que queria ter tempo para mim, por isso eu aguardava. O meu enxoval está sendo feito todo artesanalmente. Bordado com “J” e “A”.”Após a entrevista, Joyce foi levada aos prantos e cantando o que dizia ser a música do casal (... Oh meu amado, porque brigamos...)Alexandre ainda está desacordado, o médico diz que além de soro normal, ele também está tomando glicose direto na veia (devido a necessidade). Mas afirma que ele está bem e não ficará com seqüelas. Apenas com trauma de “Maísa”. Para descansar ele fará um cruzeiro com alguns amigos.

Aos meus amigos do Sindicato




“RELATOS DE UMA OBSERVADORA INSANA EM UMA FESTA QUE NÃO FOI CONVIDADA”



O CARNAVAL ENTRE AMIGOS



Era carnaval e decidiram fazer uma grande festa. Um “Baile a Fantasia”.
-É riquíssimo véi (gritou a Meire de um lado sacudindo as mãozinhas toda eufórica). Já pensava como seria sua fantasia.
-Muito show gente! Mas tem que ter funk. (disse a Leandra). Com alguns contra o seu pedido, ela já olhou com seus olhos meio baixos para D.Shirley, fez voz de criança e sussurrou: “Da.Shirrrrrrrrrrley fala para eles tocarem funk!”
-Vamos pensar. (Disse a Inês). Mas só se você tomar menos coca, se não você vai poder se fantasiar de caixote. Será perfeito. Minha fantasia será Delux, vou de Cleópatra e o George de Júlio César.
-Qualquer coisa pode trazer a Mel, fantasiada de serpente. (Cutucou Natália com seu humor “afro”)


Em meio ao desespero, alguém estava calma, Lorrane é claro. Quem Mais!!. Iria de AMADO, um dos ursinhos carinhosos. Quando indagada do motivo, disse que era porque ele era FOFO.Sr. Edson perguntou o que teríamos para beber, respondemos que para ele era somente água que passarinho bebe.Da.Shirley já pensava em quem levaria e sua fantasia.Sim, ela é casada. Mas é livre e leva quem quer.


Começamos bem!!!!O mundo parecia que ia se acabar em água. A Natália já gritava que poderia ter ido de mergulhador (com o cilindro de oxigênio e tudo) porque assim não correria o risco de morrer afogada tão rápido (ao menos enquanto estivesse com oxigênio no cilindro). A Inês reclamava horrores (temos dó do George), sua sandália nova, riquíssima, estava molhada e a Leandra gritava e chorava para Da.Shirley porque sua fantasia de colegial era curta e estava com frio. Enquanto isso Da.Shirley, vestida de melindrosa, pitava sua cigarrilha, com seus lábios na cor vermelho sangue, tentando convencer o Luís (pelo celular) que estava trabalhando em um evento: “Amor, amor, eu to tão cansada. Eles querem me matar de trabalhar...”Consegui ver em um relance, a Dra.Ana Maria chegando de Mary Poppins, só por causa do guarda chuva. Procurava alguém muito para mostrar o que possuía e utilizar sua velha frase, enquanto seu marido estava vestido de ninja (criativo ele não?). E por falar em Ana Maria, ela encontrou a Lorrane com sua fantasia de urso, toda feita em pelúcia cor de rosa (tinha um desenho de coração vermelho na barriga). Ninguém entendia porque seu rosto estava tão molhado, se era pelo suor (a roupa estava super, hiper abafada) ou se era lembranças de uma quase tempestade. Coitada ela estava tão molhada que parecia o cabelo da Natália quando pega chuva (murcho e escorrendo).Mas a festa bombava. Seu Pedro estava de Indiana Jones, com o chapéu e tudo. Discuti sobre os problemas da Economia Brasileira com um corretor (prefiro não saber quem é este corretor).Dra.Magda, de moranguinho, está tentando a todo custo fugir de qualquer assunto que fale sobre leis, direitos e artigos. Por isso anda mais com os proletariados reles mortais assalariados funcionários da empresa. Foi observado que ela fez com as ágatas (pedras) parecessem com morangos. Ficou legal.Burburinhos... A Inês começou a da PITY, grita para todos os cantos quem se esqueceu de pedir sua Pepsi ao Buffet e quem deu whiskie para o Sr.Edson.Neste momento o Sr Edson, de Motoqueiro Selvagem, dançando sozinho no salão, dá claros que sinais que já está na fronteira com Marrakesh.Descobri porque a Lorrane chora, mas não vem ao caso.A Meire, de mulher gato, está de olho em um afro-descendete do outro lado do salão de Zorro. Pelo que acabo de presenciar, ela se desesperou e está rindo (descontroladamente), acaba de descobrir que o Zorro, todo tímido, no canto é o Henrique, fugindo de uma “deusa grega” que não tem nada de deusa, nem de grega, mas deixa para lá.Alvoroço total. Ouvimos assobios e gritos. Há uma pantera cor de rosa no meio do salão, dançando o maior funk, grita para todos “-A festa é meume” e se vira para sua chefa (de onça pintada) e pergunta se pode trabalhar com aquela roupa. Após um olhar (daqueles)...“-Não, não. Ah, só perguntei!Ciça, de Pedrita, tenata dar uma má resposta a uma brincadeirinha do Rodrigo (vestido de Chaves), em companhia de sua esposa Alessandra (de Chiquinha). Ele lhe disse que na festa era para que fossem fantasiados e não com a cópia das roupas que ela usava na infância.Natália enquanto isso entornava uma, duas,... Cadê a Natália. Soubemos depois que ela acordou jogada no banco de trás do carro de uma amiga que foi buscá-la por intermédio da ligação de um anônimo (possivelmente um alcoólatra). Natália foi encontrada às gargalhadas no Caldos 24hs abraçada aos garçons, chamando-os de amigos e não se lembra de nada. Se não tivesse acontecido tanta coisa, ela seria o alvo do mês da Empresa.Em, para finalizar, Lorrane disse que nunca mais sai de casa, Inês diz que na próxima vai de Viscondessa de Sabugosa, em homenagem à Edéia e uma bota que não molhará, o Edson foi levado para casa pela Alessandra (esposa do Rodrigo) e diz que nunca mais vai beber (alguém quer apostar?), o Rodrigo deve sair do hospital em 2 dias, depois que apanhou da Cssa, mas continua com as piadas, a Leandra diz que deixará de tomar coca ou na próxima irá como o carro da Cinderela (Abóbora Gigante), a Meire falou que irá ao oftalmologista e comprará um óculos ou levará “Carne para o churrasco” da próxima vez, Dra. Magda disse que usará uma placa com os seguintes dizeres “-Não estou em serviço agora, quero me divertir” (é claro que tudo devidamente enfeitado com pedras e pratas), a Dra.Ana disse que vai de Charles Chaplin e fará da bengala um guarda-chuva, pois sempre está prevenida, o Sr. Pedro disse que irá de Nero, fingirá que está louco e não conversará com ninguém sobre contabilidade e vai dançar, beber e ser divertir. Como argumento dirá que realmente se vestira como o personagem, A Bruna prometeu que voltará, independente como, talvez venha com uma camiseta escrita “Eu Amo o Baby!” e a foto do seu carro, mas lhe prometeram que irão amarrá-la em casa, caso não se comporte.Enfim, o Henrique prometeu que na próxima irá realmente se divertir, nem que para isso tenha que fazer com tudo pareça um acidente.Assim terminou a nossa festa, todos cansados e molhados (de chuva e de suor).Entre mortos e feridos, todos sobrevivera.




PS: O JALES NÃO FOI A FESTA. NÃO FOI CONVIDADO PORQUE NÃO É FUNCIONÁRIO DA EMPRESA, POR MAIS QUE ELE INSISTA.

À Bruna e seu desespero por ter perdido seu post it. Você queria saber se eu havia o visto, então...


A Despedida do Post it Rosa Shok


Esta é uma história verídica. Bruna, uma pessoa simples, que ama, mas que às vezes não soube demonstrar seu verdadeiro amor pelo seu bloquinho, foi abandonada pelo seu post it rosa shok. A última lembrança foi esta carta.PS: Até hoje Bruna sofre pelo abandono, todos se juntaram e vão lhe pagar algumas sessões de terapia. Nunca mais conseguiu vir qualquer que fosse o post it sem se debulhar em lágrimas.


-Querida Bruna,vou embora.Mas não espere o meu retorno.Hoje, depois de ouvir tantos falarem sobre verdade, sinceridade, honestidade, decidi ser sincero.M e cansei do monopólio do post it amarelo.Em todos os escritórios Amarelo, amarelo, amarelo...Ahhhh (gritos). Meus gritos são de horror. Os computadores parecem mais que estão com hepatite de tanto P-O-S-T ------ I-T------ A-M-A-R-E-L-O.Qual é o problema com a cor Rosa Shok, qual é do preconceito?Ninguém compra porque não fabricam, ou não fabricam porque não compram.Esto certo que é um complô de machistas contra a cor, principalmente porque adoram a cor amarela (os faz lembrar cerveja, cigarros, loiras, enfim...)Não chore nem sofra por mim, deixe isso comigo. Nasci para sofrer.Esteja certa que irei e pularei na primeira churrasqueira que vir e deixarei que as chamas tomem conta de minhas folhas, sendo somente a lembrança do que um dia foi um bloco de post it rosa shok.Adeus! E saibam que haverá um dia em que o sol, as estrelas serão rosa shok e darão muito mais importância a nossa cor.

Homenagem aos amigos de longos anos!! Aos que passaram e àqueles que ainda permanecem por aqui!!


Que Povo é Esse!!



São patrocinados por diversas marcas de cervejas, vodcas, whiskys, vinhos,espumantes ...tem álcool está aqui. (Tudo bem, não são patrocinados mas pelo alto nível de consumo deveriam ao menos ganhar camisetas)-São na maioria publicitários, formados na mesma Faculdade e turma (se bem que a Faculdade foi vendida pouquíssimo tempo depois que eles saíram de lá)-Os demais, que não são publicitários, até poderiam ser, devido a tamanha criatividade que por muitas vezes é desperdiçada (porque não são gravadas) em meio a bebedeiras, e olha que poucos destes não bebem, o que não os faz mais normais (ao contrário)-A distância para eles não é problema, algumas destas pessoas vivem em Florianópolis, e até no Tocantins e mesmo assim todos compartilham das alegrias, tristezas, rolos, possíveis rolos e até tombos (que o diga o joelho da Thais ou as costas da Joyce por causa do ônibus). -Se não podem sair se encontram onde não pagam cover e ouçam música de qualidade e tenha bebida, normalmente é casa da Joyce, Pelma. Vez ou outra utilizam o espaço de festas do Leandrão ou a garagem da casa da Cecília. -Se é Bafão, é com este grupo. -Se não é, também é com eles..-Na última grande reunião, só não era internação porque os próprios tinham as chaves do portão, mas se cobrisse virava circo.-Não são preconceituosos quanto a raça, orientação sexual ou credo, mas procuramos evitar ex-padres, quase pastores (por amor a uma amiga querida).Por via das dúvidas evitemos monges, budistas, hinduístas... Há uma preferência pelos macumbeiros, estes não costumam causar transtornos, a não ser que bebam em excesso, mas todos bebem e no fim ninguém se lembra do que aconteceu, a não ser a Cecilia (que não bebe) e a Pelma (que às vezes não bebe). Como elas são naturalmente loucas e são minoria, suas memórias não são levadas a sério neste momento.-Urologistas e fabricantes de fraldas geriatras também irão patrocinar este grupo. Imaginem a propaganda da Cecília dando gargalhadas, sentada no meio fio, então ela se levanta rapidamente, olha para o chão seco aponta e diz: "_ Só as fraldas específicas para adultos (claro que não utilizaremos termos como geriátrica) Jhonson te proporciona segurança para sorrir e ainda manter a calçada seca - com o polegar assinalando positivamente em direção à câmera (juntamente com seus amigos ao lado)." ou então a Joyce abrindo meio olho atrás do rack em uma sala dizendo (com aquela voz de bêbada): imagine o que teria acontecido se eu não tivesse neste momento com as fraldas específicas para adultos? Se você se pergunta que povo é este? Nós também nos perguntamos. Mas não reclamamos. Somos totalmente diferentes uns dos outros, o tempo está passando, estamos crescendo, amadurecendo às vezes até nos afastando. Mas algumas palavras, imagens, momentos serão eternos (pelo menos o que não estávamos bêbados, porque é o que está guardado), para todo o resto temos máquina fotográfica.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

PERDIDO

PERDIDO
Anoitecia, e as nuvens tomavam todo espaço celeste. Elas eram negras e espessas, dessa forma fazia parecer que estávamos com a hora bem mais adiantada.
Começou a chover... e estranhamente fico “feliz”. Felicidade essa causada por eu poder fingir, fingir que toda essa água que cobre meus olhos e escorre minha face é o acúmulo das gotas da chuva e não lágrimas. Porque fingir que não choro? Não quero encontrar alguém que venha a questionar minhas dores (ou fraquezas).
A chuva aumentou e junto aumentou a minha dor. Ainda me lembro do seu último sorriso, este dirigido a mim junto com um “-Até logo e eu te amo!!”. Eu poderia ter gravado, se eu soubesse que nunca mais escutaria sua voz. Se eu soubesse que um louco atravessaria a sua vida e a arrancasse de mim de forma tão bruta, se eu soubesse... se eu soubesse ...
Se eu soubesse teria lhe falado tudo, o quanto eu a amava, como era importante para minha existência, de quanto me fazia bem ouvir sua voz pela manhã, de como era lindo seu sorriso, do quanto me tranqüilizava seus olhos...
Ela se foi... e junto foi minha alma. Minha única companhia agora é a solidão. Comigo ela não conversa, não sussurra, somente me escuta. Escuta meus devaneios, meus grilos, meu choro, meu desespero, meus soluços...
Estou só com a solidão, andando sem destino, sem objetivo, sem direção... Eu em minha própria companhia, sob a chuva fria, sob a lágrima salgada... Com o coração partido, com a alma dilacerada, esperando a visita da morte. Porque só a morte me devolverá a vida.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

TRISTINHA


EU, TRISTINHA

Por muito tempo eu fiquei sozinha! Só via as mudanças que ocorriam naquela sala, com livros sendo retirados, colocados, trocados. A maior parte do dia era escuro, eu fazia a diferença, somente eu...
O que aprendi, foram nos momentos em que Ele e Ela se sentavam em minha frente. Ele trabalhava com números, muitos números, em diferentes ordens, todos eles. Estes números dispostas no papel pareciam formar figuras inimagináveis para muitos. Ela escrevia, falava de amor, paixões, dores aparentemente sem motivo, felicidade, tristeza, quando suas palavras se juntavam pareciam ter vida, dar vida. E assim estava eu, sempre os observando, e assim a mim mesma.
Um dia fui retirada de meu cômodo lugar, embalada e colocada em outro local (aparentemente como o anterior), mas havia algo. Inicialmente estranhei, a mesa era a mesma, mas pela primeira vez via além das paredes. ... era totalmente transparente. Aquele momento foi mágico, havia uma mistura de imagens e cores, em cima estava tudo escuro e a água caía continuamente, em uma estranha sincronia. Esta água batia no vidro e as gotas desciam como lágrimas que escorrem na face de uma criança com medo do desconhecido. Os prédios formavam diferentes ângulos, uma geometria perfeita. As pessoas ali em baixo coloriam todos os caminhos com seus guarda-chuvas. Vi uma pequena garota, ruiva com seu casaco vermelho, seu rosto era como as nuvens, branco e aparentemente macio. Seu sorriso era delicado e nunca vi abraço mais caloroso que aquele em que ela deu naquele senhor, provavelmente seu avô. Este com um rosto carrancudo, fechado, mas que foi totalmente desmontado ao ver o sorriso da criança.
As imagens me invadiam, eu não me cansava de observar os detalhes,... ah os detalhes. Assim que escureceu, vi tudo se iluminar. Estranho essa incoerência, não? Escuridão, Claridade..., mas estes convivem entre si da forma mais harmoniosa. Assim como eu, e aquela sala escura. Um não sobrevive sem o outro. A luz é tão necessária para escuridão, quando a escuridão para que se exista a luz.
Estranho,... as palavras que Ela escreve agora começam a ter sentido para mim!!
Como o movimento vai diminuindo nas ruas, a um dado momento, penso que tudo vai parar. Mas não pára. As árvores dançam ao som de uma música, orquestrada pelo vento. As estrelas parecem estar constantemente em festa... O tempo não existe, e lá no fundo, lá onde quase não vejo, há uma luz.
Seu brilho é intenso, passo a entender a palavra horizonte. A cada minuto, parece que vai ficando maior e ocupa um espaço maior. Nas ruas já não vejo guarda-chuvas, mas vejo outras expressões. Expressões estas mais abertas, as pessoas parecem mais felizes. Mas como não se sentir feliz com aquela visão. Seus raios são como braços que se alongam para abraçar o que mais se deseja, e estes braços saem de todos os seus lados. Sua força é intensa e seu brilho parece que vai cegar, mas não consigo deixar de olhar.
O que estou sentindo? Parece que meu peito vai explodir!! Quanto maior ele fica, mais intensa ficam minhas emoções. Não consigo deixar de observá-lo. Parece que ele está chegando a mim, como é bom senti-lo. Sua luz começa a me tocar, sua delicadeza é impar, ao completar todo seu processo de unir-se a mim parece que somos um, ele não me invade, parece que me entende.
Agora entendo as palavras que Ela colocava nas folhas, o fogo da paixão, a estrutura do amor, a felicidade de tê-lo junto a mim, e a tristeza... a tristeza de quando ele se afasta lentamente, me deixa, entendo também o medo. O medo de que ele nunca mais volte... Passo também a entender Ele, seus números indicam a distância que estou do meu amado, o tempo que está por chegar, o tempo que fica comigo ... Mas juntos me indicaram a palavra com o tempo certo, A esperança, esperança de que o tempo passará e logo ele retornará.
Me chamam de tristinha, porque pensam que triste sou. Mas apesar disso, sou feliz, feliz porque sei que todos os dias ele retribui o amor que sinto por ele, seus raios atravessam a camada de vidro e me toca. Naquele momento me sinto única. Aqueles raios, aquele calor são somente para mim... Assim me sinto COMPLETA E QUEM SABE UM DIA SEREMOS UM... QUEM SABE UM DIA.